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São Paulo regulamenta política de mudanças climáticas

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A TRIBUNA
A-4
Baixada Santista
Sexta-feira 25 de junho de 2010

DA REDAÇÃO
O governador do Estado, Alberto Goldman, assinou ontem o decreto que regulamenta a Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC), resultado da Lei 13.798, sancionada em novembro do ano passado. Um dos principais avanços da legislação é a meta de redução, até 2020, de 20% das emissões (relativas a 2005) dos gases de efeito estufa (dióxido de carbono), responsáveis pelo aquecimento do planeta.

O decreto também institui programas e planos voltados à inovação tecnológica, energia, transporte, construção civil, educação ambiental e para ações emergenciais e mapeamento de áreas de risco.

Entre os programas previstos para a redução de emissão de CO2, o secretário estadual de Meio Ambiente, Xico Graziano, definiu o Plano Estadual de Transporte Sustentável como a agenda mais importante.

Segundo ele, metade da emissão de gases de efeito estufa é do setor de energia e metade dos gastos de energia é do setor de transportes. Por isso, entende que para alcançar os 20% de redução global, a contribuição desse setor terá de ser grande. “Mitigar emissões é reduzir o fenômeno do aquecimento”.

Conforme o decreto, o transporte sustentável no Estado deverá priorizar investimentos que visem o aumento da participação de transportes ferroviário, hidroviário, cicloviário e dutoviário em relação ao transporte rodoviário.

O texto ainda prevê que a administração pública estadual deverá reduzir progressivamente o consumo de óleo diesel, promovendo sua substituição por combustíveis mais limpos ou por meio de ações de eficiência na renovação das frotas.

Neste ponto, o prefeito João Paulo Papa, que acompanhou a assinatura do decreto no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, disse que Santos já vem colaborando, com algumas ações como a ampliação malha cicloviária, por exemplo, e com a mudança de tecnologia dos ônibus prevista no contrato de concessão do transporte coletivo. “Hoje, 100% da frota têm motores muito menos poluentes”.

Além disso, Papa afirmou que está avaliando a substituição do diesel utilizado na frota, por outro combustível menos poluente, como o biodiesel ou o gás natural. “Como o contrato de concessão ainda tem alguns anos de duração, a maneira mais econômica para mudar a matriz energética do sistema é fazer a substituição da frota aos poucos”.

INVENTÁRIO
O Governo do Estado tem até novembro para finalizar e comunicar o inventário das emissões por atividades antrópicas dos gases de efeito estufa. A partir desse documento, as metas setoriais e intermediárias serão fixadas até abril de 2011, mediante decreto.

Em outras palavras, somente a partir do inventário será possível saber quanto cada setor terá de contribuir para alcançar a meta global.

CONSELHO E COMITÊ
O decreto também criou e es- pecificou as competências do Conselho Estadual de Mudanças Climáticas, que tem caráter consultivo e tripartite, com participação de representantes de órgãos governamentais, dos municípios e da sociedade civil. O prefeito Papa integra o grupo como representante do município sede da Baixada Santista.

Entre as atribuições do conselho está a realização de audiências públicas para discutir questões relacionadas à mudança do clima, além de propor medidas de mitigação e adaptação.

Também foi criado o Comitê Gestor, que acompanhará a elaboração e implementação dos planos e programas definidos no decreto. O grupo vai avaliar e monitorar o cumprimento da meta global e das metas setoriais e intermediárias, que serão definidas na Comunicação Estadual.
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Continuem acessando e comentando.
Até a próxima!

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Luta contra aquecimento climático deixa pontos turísticos às escuras neste sábado

http://www.atribuna.com.br/noticias.asp?idnoticia=26903&idDepartamento=13&idCategoria=0
AFP

Centenas de locais mundialmente famosos, como o Cristo Redentor, a Torre Eiffel ou a Cidade Proibida, ficarão às escuras neste sábado durante a Hora do Planeta, uma ação destinada a promover a luta contra o aquecimento climático durante o qual se prevê a participação de milhões de pessoas.

Organizada pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), a operação adquiriu uma dimensão mundial em 2008 e no sábado, às 20h30 locais (9H30 GMT), mais de 1.200 edifícios apagarão suas luzes.

Esta quarta edição, que acontece três meses depois do fracasso da cúpula do clima de Copenhague, promete ser a mais seguida, com 125 países participantes ante os 88 do ano anterior, anunciaram os organizadores.

“A acolhida dada à Hora do Planeta foi imensa. A taxa de respota é muito superior ao ano passado”, afirmou com satisfação o fundador do movimento, Andy Ridley. “Supõe-se que a operação Hora do Planeta vai ultrapassar as fronteiras geográficas e econômicas”, acrescentou.

O movimento nasceu em Sydney em 2007, quando 2,2 milhões de pessoas permaneceram às escuras durante 60 minutos para sensibilizar a opinião pública sobre o consumo excessivo de eletricidade e a poluição por dióxido de carbono.

Muitas multinacionais como o Google, Coca-Cola, Hilton, McDonalds, Canon, HSBC ou Ikea aceitaram participar no apagão pelo bem do planeta.

Sydney será, pela diferança horária, a primeira a mergulhar na escuridão, com o apagar das luzes da Ópera. Depois as luzes serão apagadas nas Pirâmides do Egito, a Fontana de Trevi e a Torre de Pisa, na Itália, ou a Torre Eiffel de Paris.

No Rio de Janeiro, o Cristo Redentor permanecerá às escuras e a prefeitura organiza várias atividades como um vigília à luz de velas na Lagoa Rodrigo de Freitas.

Em Pequim, a Cidade Proibida e o emblemático Ninho do Pássaro, estádio dos Jogos Olímpicos de 2008, também ficarão às escuras. Estes apagões adquirem um significado especial neste país, símbolo de um crescimento econômico fulgurante acompanhado de uma contaminação que ostenta o título de maior poluente do mundo.

No Japão, o Memorial da Paz de Hiroshima participará na operação enquanto que os grupos Sony, Sharp e Asahi apagarão suas luzes em Tóquio. Em Dubai, a Burj Khalifa, a maior torre do mundo, sumirá na escuridão.

Em dezembro, a Conferência de Copenhague, sob patrocínio da ONU, desembocou em um acordo de mínimos entre 30 países, dos 192 participantes. O acordo fixa como objetivo limitar a dois graus a elevação média da temperatura do planeta, mas é impreciso sobre como se conseguirá ao não cifrar objetivos a curto prazo (2020) nem a médio (2050).

Os grandes países em desenvolvimento, como a China e a Índia, se negam a aceitar obrigações vinculantes e consideram que os objetivos dos países industrializados estão muito longe de sua responsabilidade na poluição do planeta.
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É isso aí gente. Olha a hora do planeta!!!
Até breve.

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Nova arma para combater a poluição

Meio Ambiente
Pesquisadores desenvolveram, em Cubatão, equipamento para detectar a presença de substâncias que tornam o ar impróprio para a saúde.
Gisela Cabral
giselacabral.df@dabr.com.br
http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/03/18/brasil4_0.asp

Brasília – A luta contra a poluição atmosférica, fundamental em tempos de combate ao aquecimento global, ganhou mais um aliado. Projeto desenvolvido em Cubatão (SP), cidade conhecida por abrigar uma grande quantidade de indústrias, deu origem a um equipamento portátil capaz de detectar a presença de substâncias que tornam o ar impróprio à saúde. Desenvolvido pelo Centro de Capacitação e Pesquisa em Meio Ambiente (Cepema), vinculado à Universidade de São Paulo (USP), o aparelho, que está em fase de testes, pode se tornar uma maneira eficaz e barata para que as indústrias identifiquem imediatamente a poluição que causam e possam, assim, corrigir o problema de forma mais rápida.

Construída dentro do projeto Lidar, sigla para Light Detection and Ranging, a máquina emite pulsos de laser na direção vertical, que sobem e retornam dependendo dos obstáculos que encontram pelo caminho. É o comportamento do feixe de luz que indica se há ou não substâncias poluentes na área. Apartir dos primeiros testes, os cientistas conseguiram obter dados como a altura da camada de poluição e a entrada de brisas marinhas na área de testes. Mas os pesquisadores pretendem ir além. A intenção, no futuro, é identificar e medir a quantidade de diferentes compostos – como monóxido de carbono (CO), dióxido de enxofre (SO2) e hidrocarbonetos – presentes no ar.

De acordo com a pesquisadora do Cepema Juliana Steffens, o equipamento consegue monitorar emissões a até 120km de distância, sem necessidade de coleta de amostras. “São feixes emitidos em poucos segundos. É tudo tão rápido que a sensação visual é de uma luz constante. A luz tem um comprimento de ondas de 532 nanômetros (um nanômetro equivale à bilionésima parte de um metro) e é visível apenas à noite”, destaca. Ela explica que as nuvens podem bloquear a passagem do laser, dificultando as análises. Por isso, as medições são feitas quando o céu está aberto. A pesquisadora explica ainda que, depois de interagir com as partículas e moléculas poluidoras na atmosfera, a luz retorna para o aparelho. Esse sinal de volta é captado por um telescópio e processado com o auxílio de equações matemáticas. Os dados são digitalizados e transformados em um relatório objetivo da composição do ar na área.
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Mais um belo trabalho desta instituição cada vez mais respeitada na Baixada Santista. É a tecnologia a serviço do meio ambiente e qualidade de vida.

Continuem acessando, comentando e divulgando esse espaço.
Até breve.

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