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“Quase no quintal de casa” é bem avaliada ao final da semana de apresentações

Crianças assistiram atentamente as apresentações

Crianças assistiram atentamente as apresentações

Por Renato Silvestre

 

Ao som da banda Chico Science & Nação Zumbi – famosa por ter sido a precursora do Movimento Manguebit, que buscava popularizar a cultura regional pernambucana, mesclando essa a elementos da cultura pop mundial, no início dos anos 90 –, é dessa maneira que a peça “Quase no quintal de casa” se inicia.

Com perfil jovem e animado, o espetáculo teatral conta a história do caranguejo Caco, da guará Gilda, do mão pelada Luva e do garoto Naldo, que vivem paralelos intrigantes. Enquanto os animais buscam uma solução para melhorar o ambiente que vivem, Naldo precisa fazer um trabalho escolar sobre o mangue e os rios da cidade onde mora.

Os caminhos deles se cruzam quando os animais indignados resolvem entrar em contato com o menino, conscientizá-lo, e usá-lo como forma de propagação de uma busca coletiva pela melhoria daquele ecossistema. A história ainda traz a mãe e a namorada de Naldo, que dão um toque especial de humor ao espetáculo.

Buscando interação contínua com os espectadores, a peça, que foi levada a cerca de 800 alunos da 4ª série da rede municipal de ensino de Cubatão ao longo dessa última semana, teve um ótimo resultado, ao menos é o que garante o coordenador do Projeto Voluntários do Rio, o ambientalista, fotógrafo e membro do Conselho Comunitário Consultivo Carbocloro, Rolando Roebbelen. “Foi maravilhoso! Dá pra gente perceber exatamente o quanto é importante a educação. A garotada entendeu o recado, eles mostraram que gostam de teatro e entenderam, também, que é preciso limpar os manguezais e limpar a cidade como um todo”, analisou.

Para Roebbelen, as crianças poderão ajudar na conscientização dos pais e amigos. “Crianças dessa idade são extremamente receptivas, conseguem assimilar perfeitamente o recado, e dar sequência a idéia, que é o que, na realidade, o Voluntários do Rio pretende. Queremos que as crianças levem pra suas casas essa mensagem e que dividam com as suas famílias”, disse.

Para a aluna da 4ª série do ensino fundamental na U.M.E. Padre José de Anchieta, Taís Nogueira, 11 anos, a peça conseguiu levar uma mensagem positiva. “Achei muito legal a peça. Falou sobre o meio ambiente e a gente já está estudando muito sobre isso. Aprendi e nunca mais vou jogar lixo na rua”, afirmou.

Lucimere Cordeiro Magalhães, coordenadora pedagógica da escola, que recebeu a peça nessa sexta-feira (25/09), se mostrou contente e disse, também, acreditar no poder das crianças para a mudança de comportamento dos pais. “Eu fiquei super contente em receber o Voluntários do Rio, porque falar de meio ambiente é algo que está dentro do projeto da escola. As crianças são multiplicadores, o que eles aprendem na escola levam pra casa e passam para os pais. Com a situação que está hoje nos mangues, rios e praias, é nossa responsabilidade de mudar e é somente com a educação que se pode e se vai mudar”, finalizou.

 

Mais imagens da peça na próxima atualização.

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