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Pesquisa em Santos vai estudar se limpeza das praias mata biota marinha

http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,pesquisa-em-santos-vai-estudar-se-limpeza-das-praias-mata-biota-marinha,590321,0.htm

A ideia é testar a hipótese de que o equipamento usado estaria contribuindo com o desaparecimento da vida

04 de agosto de 2010 | 15h 05
Rejane Lima, da Agência Estado

A Prefeitura de Santos pretende suspender o uso de rastelos (instrumentos com uma grade com dentes) que, presos a um pequeno trator, realizam a limpeza da areia em um trecho da praia. A ideia é testar a hipótese de que o equipamento estaria contribuindo com o desaparecimento da biota marinha (organismos como conchas, moluscos e pequenos crustáceos) cuja presença é cada vez mais rara a beira mar.

“Ainda não há uma pesquisa científica que comprove o desaparecimento dessa biota marinha, mas essa é uma impressão da comunidade”, afirmou o Secretário Municipal do Meio Ambiente, Fábio Alexandre Nunes, que acredita na possibilidade de os rastelos, utilizados desde 1996, terem retirado ao longo dos últimos anos parte da fauna marinha junto com o lixo.

Professor de biologia, Fábio pretende aproximar a comunidade científica do problema e através de parcerias com universidades testar a hipótese em um trecho da praia. “Poderíamos substituir o uso do rastelo pela limpeza manual em um trecho entre dois canais, por exemplo (entre 650 e 1050 metros) em um período de seis meses a um ano para testar se essa fauna retornaria”, afirma o secretário, explicando que o período é suficiente para tal comprovação, levando em conta o ciclo de vida dessas espécies.

O secretário explica que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente estuda há quatro meses possibilidades de aprimorar o plano de manejo das praias, que após a intervenção do homem e das construções dos canais, há cem anos, requer um trabalho específico de limpeza e gestão do assoreamento.

“Nosso objetivo de ampliar o conceito de balneabilidade de todo o contexto da praia, analisando a possibilidade de recuperação desse ambiente marinho, para atrair mais peixes, aves, toda a fauna”, disse o professor, completando que, como a praia é democrática, a intenção é realizar audiências públicas para que toda a sociedade possa “dar pitacos” nessa transformação.
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Até breve!

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Metade do lixo tem destino inadequado

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100709/not_imp578721,0.php

Das 170 mil toneladas produzidas no País diariamente, 40% vão para lixões ou aterros com problemas e 12% não são coletadas. Cidades terão de se adequar, pois recém-aprovada Política Nacional de Resíduos Sólidos proíbe o descarte a céu aberto

Rafael Moraes Moura /BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

Com a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a maioria dos municípios terá de mudar maus hábitos ao lidar com o lixo. Das 170 mil toneladas de lixo produzidas diariamente no País, 40% vão para lixões ou aterros com problemas (como não isolamento do material), 12% não são coletadas e 48% acabam em aterros sanitários.

Estudo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) e da Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos (Abetre) mostra ainda que cerca de 70% dos municípios – 3.895 de 5.565 – dão destinação inadequada a resíduos sólidos.

O caso de Brasília é exemplar, no sentido negativo. A capital federal despeja aquilo que não reaproveita em um lixão na periferia – esse tipo de destinação é banido pela lei, que depende da sanção do presidente Lula para entrar em vigor. Brasília tem planos de construir um aterro sanitário, mas o processo de licitação acabou suspenso pelo Tribunal de Contas do DF.

Na prática, os lixões funcionam como uma bomba-relógio. Muitos estão em áreas clandestinas, nas periferias. Catadores ou famílias que vivem no local estão sujeitos a riscos. “O lixão é proibido desde 1981, quando foi criada a Política Nacional de Meio Ambiente. Ali já se previa que despejar resíduo de qualquer material era crime ambiental”, afirma o diretor-presidente da Abetre, Diógenes Del Bel.

A nova lei proíbe tanto o lançamento de resíduos sólidos ou rejeitos a céu aberto quanto a fixação de habitações nas áreas de disposição final do lixo. De 1981 pra cá, observa Del Bel, cresceu a preocupação ambiental nos diversos setores da sociedade e do governo, o que contribui para a mudança de cenário.

Para ele, o Brasil está 20 anos atrasado, quando comparado à Europa – o mesmo período necessário para a elaboração e aprovação da nova legislação. Mesmo assim, ele crê que a destinação do lixo no País deve passar por grandes transformações. “O projeto não foi enfiado goela abaixo, e sim construído com esforço de todos os atores, um alinhamento de visão e interesse do poder público, da sociedade e do setor empresarial.”

O número de aterros sanitários deve aumentar, apesar dos elevados gastos operacionais. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), os custos de um aterro sanitário variam de R$ 52,4 milhões para os de pequeno porte (capacidade de 100 toneladas de resíduos por dia) a R$ 525,8 milhões para os de grande porte (2 mil toneladas).

Os impactos da aprovação da lei começam a ser sentidos, avalia Silvano Silvério, secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente. Um exemplo: algumas empresas já adotam a estratégia de “logística reversa”, pela qual produtos usados retornam para o fabricante para destinação ambiental adequada. “Os fabricantes vão ver que um concorrente já começou a implantar e vão fazer o mesmo”, diz. O texto determina que União, Estados e municípios façam planos integrados. Associações de catadores poderão ser beneficiadas com linhas de financiamento público.
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Comentem, questionem e divulguem!
Até a próxima.

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O que devo fazer com o meu lixo?

Por Renato Silvestre

Tenho refletido bastante sobre os vídeos e reportagens que tenho postado neste blog. Infelizmente, nem tudo o que coloco aqui posso particularmente cumprir. Não que não queira, mas pela impossibilidade que me é imposta.

Vejamos só a questão da reciclagem. Na minha casa separamos todo o lixo. Fazemos o básico, separar o que pode ser reciclado, do que não pode. Até aí tudo bem, no entanto, esbarro na falta de um programa efetivo de coleta seletiva em Cubatão.

Há alguns meses atrás, colaboradores da APAE (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) da cidade passaram pela minha residência e informaram que uma vez por semana fariam a coleta deste lixo. Os primeiros meses foram ótimos, tudo funcionava muito bem. Com o passar do tempo, rareavam as vezes que realizavam a coleta na minha rua. Certo dia, eles apareceram e me veio a alarmante informação. Ficaram sem poder fazer esse trabalho porque o carro que levava os resíduos estava quebrado.

Minha segunda opção foi partir para os catadores. Um senhor bem falante diversas vezes levou o nosso lixo, provavelmente para vender para empresas que reciclam e poder tirar parte de seu sustento deste material. Mas, também não durou muito tempo.

Qual é a saída?
Penso então, quantos cubatenses não gostariam e participariam ativamente de um programa de coleta seletiva bem estruturado. Não condeno a APAE, mas pelo contrário, parabenizo todo o seu trabalho e compreendo como é difícil querer agir pensando no bem comum, quando não se tem apoio governamental para se manter a estrutura.

Obviamente, não condeno os pobres catadores, que em uma sociedade diferente, comandada por seres pensantes, poderiam ser agentes fundamentais dentro de um processo de reciclagem, o que resultaria não somente em melhorias ambientais como em geração de emprego e renda.

Em plena era da modernidade, o lixo não pode ser considerado mera sujeira do consumo humano, mas sim, a saída, e parte da solução de nossos problemas ambientais.

Cubatão, como cidade símbolo da recuperação ambiental, não pode e não deve viver nesse atraso de ideias provenientes do século passado. Por que não criar um programa de coleta seletiva que atenda toda a população? Isso não seria papel governamental?
Como se pode ensinar sobre reciclagem e a destinação correta do lixo –como sei que acontece nas escolas da cidade – se não há esse tipo de coleta na cidade?

Na simplicidade de um cidadão que ama esta cidade e sonha em vê-la cada vez mais bonita apenas questiono:
Afinal, o que devo fazer com o meu lixo?
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Desculpem o desabafo.
Comentem a vontade. Sei que o tema é polêmico.

Até breve.

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Especial Reciclagem: Óleo de Cozinha

Chegamos ao último vídeo da série de matérias do site Veja.com sobre reciclagem. Esse trata da destinação correta que podemos dar ao óleo de cozinho consumido em nossas casas.

É isso aí.
Espero que essa série de matérias que achei no site da Veja tenha colaborado ou contribuído de alguma maneira.
Continuem acessando, divulgando e comentando.
Até breve.

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Especial Reciclagem: Lixo Eletrônico

Segue o quinto vídeo da série de matérias feitas pelo site Veja.com sobre reciclagem. O tema deste é a reciclagem de lixo eletrônico.

Continuem acessando, divulgando e comentando.
Até breve.

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Lixo: moradores de um bairro no Japão são exemplos de como cuidar bem dos resíduos

Depois de ver tantos maus exemplos do despreparo brasileiro com a questão do lixo, é hora de conhecer, através dessa matéria do Bom Dia Brasil de 09 de abril de 2010, o bairro mais moderno de Tóquio. Um exemplo de convivência com o lixo, com praticamente 100% de todos os resíduos gerados pela população sendo reaproveitados.

Como seria bom se todas as cidades, especialmente as brasileiras, fossem assim. Realmente é coisa de japonês, sensacional a cultura, a educação e a tecnologia deste povo.

Até breve.

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Lixo: o desafio de cuidar dos detritos

Excelente matéria exibida no Bom Dia Brasil de 06/04/2010. No Brasil, cuidar do lixo é um desafio gigantesco. Existem boas iniciativas, mas elas ainda são poucas e insuficientes.

Comentem, continuem acessando e divulgando esse espaço.
Até breve.

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