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Ozônio e fuligem são os vilões do ar

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100401/not_imp532280,0.php

Relatório ambiental do Estado reforça a culpa do aumento da frota de veículos

01 de abril de 2010

Andrea Vialli – O Estadao de S.Paulo

O ozônio e o material particulado (MP) foram os poluentes que mais comprometeram a qualidade do ar no Estado de São Paulo em 2009. Ambos têm origem nas emissões de veículos e estão ligados ao aumento da frota. O ozônio foi o poluente que mais ultrapassou os limites considerados aceitáveis, principalmente na região metropolitana de São Paulo: em 2009, o padrão de qualidade do ar foi violado em 57 dias contra 49 em 2008.

Os dados fazem parte do Relatório de Qualidade Ambiental 2010, publicação produzida pela equipe técnica da Secretaria de Meio Ambiente (SMA) de São Paulo e divulgada ontem. O estudo, anual, apresenta um diagnóstico da qualidade ambiental em todo o Estado e abrange recursos hídricos, uso e ocupação do solo, ar, recursos pesqueiros, biodiversidade e saneamento.

Os números do relatório apontam para a estabilização na concentração média anual de materiais particulados (a popular fuligem). A taxa passou de 39 microgramas por metro cúbico de ar, em 2008, para 34, em 2009, patamar considerado elevado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) trata o material particulado como poluente sem limiar, ou seja, há riscos à saúde em qualquer nível de exposição.

“O grande desafio ambiental de São Paulo são os problemas ligados à metrópole, como qualidade do ar, saneamento, lixo e drenagem urbana”, diz Casemiro Tércio Carvalho, coordenador de Planejamento Ambiental da SMA. Segundo ele, houve melhoria na qualidade do ar no interior, reflexo da redução das queimadas nos canaviais.

No entanto, a qualidade do ar na região metropolitana de São Paulo continua preocupante. “Além do crescimento da frota de veículos há o agravante de que o nosso diesel ainda é um dos mais poluentes do mundo, com alto teor de enxofre”, diz Carvalho.

Há alguns anos, o ozônio é o poluente que mais preocupa especialistas e autoridades em São Paulo. Ele é chamado de poluente secundário por ser formado a partir de reações entre óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis, emitidos pelos escapamentos dos veículos, na presença de luz solar. Por sua formação estar relacionada a outros compostos e depender de condições meteorológicas, seu controle é muito difícil.

No ano passado, foram observados picos de concentração de ozônio mesmo em feriados prolongados e fins de semana, quando a circulação de automóveis é inferior à dos dias úteis.

“Não teremos controle dos níveis de ozônio enquanto a cidade de São Paulo colocar mil novos carros nas ruas todos os dias”, afirma Ricardo Abramovay, professor do Núcleo de Economia Socioambiental (Nesa) da Universidade de São Paulo (USP). Segundo ele, os dados do relatório da SMA permitirão o planejamento das políticas públicas nos próximos anos. “Elas terão de passar necessariamente pela melhoria dos sistemas de transporte coletivo”, diz.

Frustração. Para o médico Paulo Saldiva, do Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da USP, isso parece longe de acontecer. “A questão do ozônio não tem remédio”, resume.

“Essa é uma grande frustração. As políticas públicas caminham no sentido de priorizar o transporte individual e o governo incentivou isso, dando redução de impostos para a compra de automóveis”, diz Saldiva. Segundo eles, cidades como Santiago e Bogotá conseguiram estabilizar os níveis de ozônio com investimentos maciços em melhoria do transporte coletivo.

Sem remédio

CASEMIRO CARVALHO COORDENADOR DA SMA
“O grande desafio ambiental de São Paulo são os problemas ligados à metrópole, como qualidade do ar, saneamento, lixo e drenagem urbana.”

PAULO SALDIVA MÉDICO DA USP
“A questão do ozônio não tem remédio.”

“As políticas públicas caminham no sentido de priorizar o transporte individual
e o governo incentivou isso, dando redução de impostos na compra de automóveis.”

GLOSSÁRIO

Ozônio
O ozônio encontrado na faixa de ar próxima ao solo, onde respiramos, é tóxico. O poluente resulta das reações entre os óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis (que saem dos escapamentos dos veículos), na presença da luz solar. Só na estratosfera (a cerca de 25 km de altitude) o ozônio tem a função de proteger a Terra de raio ultravioleta emitido pelo Sol, funcionando como um filtro.

Material particulado
Também conhecido como fuligem, são as partículas sólidas ou líquidas emitidas por fontes de poluição do ar. Em São Paulo, a maior parte vem das emissões dos veículos. As partículas de maior interesse para a saúde pública são as inaláveis, ou seja, aquelas que têm poder de penetração maior que 50% no trato respiratório médio e inferior. Causam irritação nos olhos e garganta e reduzem a resistência às infecções.
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Reúso da água ajuda saúde e ambiente

23 de março de 2010 | 0h 00
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100323/not_imp527866,0.php

Relatório da ONU. Tratamento de esgoto para reutilização agrícola também pode gerar renda e beneficiar a agricultura. Falta de qualidade da água mata, anualmente, 1,8 milhão de crianças menores de 5 anos, principalmente em países subdesenvolvidos

Fernanda Fava – O Estadao de S.Paulo
ENVIADA ESPECIAL
NAIRÓBI, QUÊNIA

O tratamento de esgoto para a reutilização em processos de irrigação agrícola pode se tornar uma fonte de recursos e, ao mesmo tempo, beneficiar a agricultura, o meio ambiente e a saúde humana. Essa é a aposta dos autores do relatório Água Doente, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), lançado ontem no Rio e em Nairóbi, Quênia, durante a celebração do Dia Mundial da Água.

“Esse estudo é uma compilação de dados de diversos órgãos das Nações Unidas. A novidade é a maneira como cruzamos as informações para formular um projeto de gestão de resíduos”, disse o organizador Christian Nellemann, do Pnuma. Segundo os autores, se fossem destinados ao reúso de água apenas 25% dos recursos investidos em tratamento, o abastecimento das cidades poderia aumentar dez vezes.

A ideia é que os 2 milhões de toneladas de resíduos sólidos produzidos todos os dias passem por tratamento para serem reutilizados na fertilização e irrigação de culturas agrícolas. Esses resíduos, despejados diretamente em rios, lagos e mares, formam uma massa de 2 bilhões de toneladas de água poluída.

Um documento recente da ONU analisa que cada dólar investido em programas desse tipo pode ter retorno financeiro de até US$ 34, dependendo da região e da tecnologia empregada. “A poluição das fontes de água requer que as cidades gastem hoje muito mais dinheiro em etapas adicionais no tratamento para garantir a qualidade”, reforça Anna Tibajuka, diretora executiva do Programa das Nações Unidas para Habitação.

A agricultura representa atualmente de 70% a 90% do consumo total de água. E quase metade da matéria orgânica nas águas residuais vem dessa prática. Esse material, rico em potássio, nitrogênio e fosfato, poderia substituir fertilizantes e pesticidas – um ganho econômico e também ambiental.

Saúde
O estudo ressalta as vantagens para o combate às doenças relacionadas à poluição da água. É o caso da diarreia, que mata 2,2 milhões de pessoas por ano no mundo. Ao menos 1,8 milhão de crianças menores de 5 anos morrem anualmente por doenças relacionadas à falta de qualidade da água, principalmente em países subdesenvolvidos, onde 90% do esgoto não é tratado. O problema também foi abordado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. “Essas mortes são uma afronta para a humanidade e minam os esforços de muitos países”, afirmou.
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Histórico ambiental de Cubatão em destaque

Boa matéria da TV Record Litoral que dá destaque à exposição itinerante Estudo Ambiental do Cepema-USP sobre a Qualidade do Ar em Cubatão, e ao trabalho desenvolvido pela instituição. Vale lembrar que a exposição segue rodando a cidade. Até 4 de março estará na Praça Independência, Jardim Casqueiro; de 6 a 11 de março, Bolsão 8, entrada do bairro; de 13 a 18 de março, Praça do Crevin; de 20 a 25 março, Fabril, Rua da Farmácia; e de 27 de março a 1º de abril, Vila São José, em frente ao Pamos.

Por enquanto, é isso!
Lembrando aos membros do CCC Carbocloro que quinta-feira, 4 de março, às 8h30, é dia e hora de reunião ordinária na ADC Carbocloro.

Até breve.
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Exposição destaca histórico ambiental de Cubatão

http://www.cubatao.sp.gov.br/publico/index.php?option=com_content&view=article&id=2011:exposicao-destaca-historico-ambiental-de-cubatao&catid=10:noticias-da-cidade&Itemid=50
Texto: Melchior de Castro Junior
Postado por Departamento de Imprensa
Qui, 11 de Fevereiro de 2010 17:47
Estrutura itinerante passará por sete bairros

Uma estrutura de nove metros quadrados, em forma de caixa, promete chamar a atenção em sete pontos de Cubatão a partir da próxima quinta-feira (19). Trata-se da instalação da exposição itinerante Estudo Ambiental do Cepema-USP sobre a Qualidade do Ar em Cubatão.

Além de promover um resgate da história ambiental e industrial da Cidade, a iniciativa celebra os novos avanços conquistados por meio de estudos promovidos na região. Com base de alumínio e paredes de lona acrílica, a estrutura apresenta dados impressos relativos à história e às pesquisas desenvolvidas pelo Centro de pesquisas e Capacitação em Meio Ambiente da Universidade de São Paulo (Cepema). A unidade foi instalada em Cubatão em 2006 por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Petrobrás e a comunidade. Desde a sua fundação, o centro reúne pesquisadores que realizam estudos voltados à busca de soluções para problemas ambientais.

Um estudo ambiental recente se relaciona à implantação da Usina Termelétrica Euzébio Rocha, da Petrobrás, na Refinaria Presidente Bernardes. O estudo ambiental é direcionado a áreas específicas, tais como dispersão de poluentes, reatividade fotoquímica de emissões atmosféricas, biomonitoramento com plantas, estudo da saúde, implantação de equipamentos para monitoração da qualidade do ar e implementação de projetos de educação ambiental e comunicação, todos representados na mostra.

Dois bolsistas atuarão como monitores da exposição, das 9 às 17 horas. A Prefeitura participa da iniciativa garantindo a logística e a segurança do equipamento, numa parceria do Cepema com as secretarias de Cultura e de Ação de Governo.

De acordo com os organizadores, a exposição pretende não só divulgar os estudos realizados pelo Cepema-USP, mas também integrar a comunidade com os temas ambientais, incentivando o interesse e a participação popular. Quem acompanhar a exposição poderá formular questões através de cupons. As respostas serão publicadas no site da instituição (www.cepema.usp.br).

A abertura ocorre sexta-feira, dia 19, às 11 horas, na esplanada do Paço Municipal. As visitas podem ser realizadas até 1º de abril. Confira a programação: de 19 a 25 de fevereiro, Paço Municipal; de 27 de fevereiro a 4 de março, Praça Independência, Jardim Casqueiro; de 6 a 11 de março, Bolsão 8, entrada do bairro; de 13 a 18 de março, Praça do Crevin; de 20 a 25 março, Fabril, Rua da Farmácia; e de 27 de março a 1º de abril, Vila São José, em frente ao Pamos.

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