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Desmatamento e degradação florestal custam até US$ 4,5 tri ao ano, diz ONU

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100511/not_imp549948,0.php

11 de maio de 2010 | 0h 00

Ambiente. Relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente alerta para os impactos econômicos da perda da biodiversidade no mundo. Estudo revela que 42% das espécies de anfíbios e 40% das de aves estão com a população em declínio

Afra Balazina – O Estado de S.Paulo

Um novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) alerta para os impactos econômicos da perda da biodiversidade no mundo. Em âmbito global, os desmatamentos e a degradação florestal geram um custo anual entre US$ 2 trilhões e US$ 4,5 trilhões (R$ 3,6 trilhões e R$ 8,2 trilhões) – para se ter uma ideia, o valor é maior do que os prejuízos provocados pela recente crise financeira mundial.

Chamado de Terceiro Panorama Global de Biodiversidade, o estudo do Pnuma demonstra também que espécies invasoras (que podem competir com espécies nativas e danificar plantações) podem custar para a economia global US$ 1,4 trilhão (R$ 2,5 trilhões) ou mais. Somente na África subsaariana, os invasores são responsáveis por perdas anuais que somam US$ 7 bilhões (R$ 12,8 bilhões).

“Muitas economias continuam cegas para o enorme valor e papel da diversidade de animais, plantas e outras formas de vida num ecossistema saudável e funcional de florestas e água para solos, oceanos e a atmosfera”, diz Achim Steiner, diretor executivo do Pnuma.

Alguns países começam devagar a perceber a importância econômica da biodiversidade. Porém, segundo as Nações Unidas, as iniciativas precisam ganhar escala mais rapidamente.

A plantação e proteção de cerca de 12 mil hectares de mangues no Vietnã teve um custo de aproximadamente US$ 1 milhão (R$ 1.8 milhão), mas economiza gastos anuais em manutenção de diques de mais de US$ 7 milhões (R$ 12,8 milhões).

Já a China permitiu por mais de 40 anos a destruição de florestas para obter madeira para construção civil e a fabricação de móveis. Porém, o país começou a enfrentar um grave problema de desertificação, viu o Rio Amarelo praticamente morrer e passou a sofrer com enchentes devastadoras – em 1998, uma delas causou danos de bilhões de dólares.

O país decidiu, então, banir o desmatamento em 17 províncias. “Os chineses perceberam que estavam prejudicando a si mesmos, principalmente porque o produto era, em grande parte, exportado para países como Estados Unidos, Japão e Coreia”, diz Pavan Sukhdev, do Pnuma. Segundo ele, o custo real da madeira seria 129% maior do que o comercializado se os danos ambientais fossem considerados.

Em sua opinião, as empresas têm papel fundamental para evitar a perda da biodiversidade hoje. Segundo Sukhdev, há oportunidades nessa área de negócios sustentáveis: a venda mundial de alimentos orgânicos, por exemplo, teve um aumento de 203% entre 1999 e 2007 e inclui empresas como Carrefour e WalMart. Ele prepara um relatório para apresentar a executivos de médias e grandes empresas.

Extinção. O relatório indica que 42% das espécies de anfíbios e 40% das de aves estão com sua população em declínio. Afirma ainda que a população de espécies de vertebrados caiu, em média, 31% globalmente entre 1970 e 2006.

Uma queda severa ocorreu nos trópicos (59%), enquanto houve um aumento da população das espécies de locais temperados, onde quase não ocorrem mais desmatamentos para fazer pastagens e plantações.

O estudo aponta cinco principais pressões para a biodiversidade atualmente: a perda e a degradação dos hábitats (que são convertidos em plantações e, mais recentemente, para produzir biocombustível), as mudanças climáticas, a poluição, o uso insustentável (superexploração) e, por fim, as espécies invasoras.

Em uma amostra de 57 países foram achadas mais de 542 espécies invasoras com algum impacto para a biodiversidade – média de 50 por país. O número provavelmente está subestimado, já que há muitos impactos que não foram examinados e muitos países têm falta de dados.

Extinção marinha
85% dos recifes de ostras foram extintos no mundo
37% dos estuários não têm mais esse tipo de recife
14% dos estoques de peixes avaliados entraram em colapso em 2007
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Por hoje é só!
Até breve.

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“Quase no quintal de casa” é bem avaliada ao final da semana de apresentações

Crianças assistiram atentamente as apresentações

Crianças assistiram atentamente as apresentações

Por Renato Silvestre

 

Ao som da banda Chico Science & Nação Zumbi – famosa por ter sido a precursora do Movimento Manguebit, que buscava popularizar a cultura regional pernambucana, mesclando essa a elementos da cultura pop mundial, no início dos anos 90 –, é dessa maneira que a peça “Quase no quintal de casa” se inicia.

Com perfil jovem e animado, o espetáculo teatral conta a história do caranguejo Caco, da guará Gilda, do mão pelada Luva e do garoto Naldo, que vivem paralelos intrigantes. Enquanto os animais buscam uma solução para melhorar o ambiente que vivem, Naldo precisa fazer um trabalho escolar sobre o mangue e os rios da cidade onde mora.

Os caminhos deles se cruzam quando os animais indignados resolvem entrar em contato com o menino, conscientizá-lo, e usá-lo como forma de propagação de uma busca coletiva pela melhoria daquele ecossistema. A história ainda traz a mãe e a namorada de Naldo, que dão um toque especial de humor ao espetáculo.

Buscando interação contínua com os espectadores, a peça, que foi levada a cerca de 800 alunos da 4ª série da rede municipal de ensino de Cubatão ao longo dessa última semana, teve um ótimo resultado, ao menos é o que garante o coordenador do Projeto Voluntários do Rio, o ambientalista, fotógrafo e membro do Conselho Comunitário Consultivo Carbocloro, Rolando Roebbelen. “Foi maravilhoso! Dá pra gente perceber exatamente o quanto é importante a educação. A garotada entendeu o recado, eles mostraram que gostam de teatro e entenderam, também, que é preciso limpar os manguezais e limpar a cidade como um todo”, analisou.

Para Roebbelen, as crianças poderão ajudar na conscientização dos pais e amigos. “Crianças dessa idade são extremamente receptivas, conseguem assimilar perfeitamente o recado, e dar sequência a idéia, que é o que, na realidade, o Voluntários do Rio pretende. Queremos que as crianças levem pra suas casas essa mensagem e que dividam com as suas famílias”, disse.

Para a aluna da 4ª série do ensino fundamental na U.M.E. Padre José de Anchieta, Taís Nogueira, 11 anos, a peça conseguiu levar uma mensagem positiva. “Achei muito legal a peça. Falou sobre o meio ambiente e a gente já está estudando muito sobre isso. Aprendi e nunca mais vou jogar lixo na rua”, afirmou.

Lucimere Cordeiro Magalhães, coordenadora pedagógica da escola, que recebeu a peça nessa sexta-feira (25/09), se mostrou contente e disse, também, acreditar no poder das crianças para a mudança de comportamento dos pais. “Eu fiquei super contente em receber o Voluntários do Rio, porque falar de meio ambiente é algo que está dentro do projeto da escola. As crianças são multiplicadores, o que eles aprendem na escola levam pra casa e passam para os pais. Com a situação que está hoje nos mangues, rios e praias, é nossa responsabilidade de mudar e é somente com a educação que se pode e se vai mudar”, finalizou.

 

Mais imagens da peça na próxima atualização.

Continuem acessando, comentando e divulgando esse espaço!

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